quarta-feira, 19 de setembro de 2012


Ela se sentia bem ali, era uma escritora e apesar de detestar clichês e evitá-los ao máximo nos seus textos, admitia ser o clichê mais clichê do mundo.

Passava mais tempo ali do que em casa. Saia do trabalho e ia direto pra lá, só saindo no momento em que o garçom a expulsava a ponta pés do local. Era assim todos os dias, de segunda a segunda.

Entrava, cumprimentava o barman, pedia café, às vezes vodca, dependendo do estresse do dia, e subia a escada, sentava  num lugar que desse pra observar todo o café.

E era ali que o via todo dia. Ele não era bonito, nem másculo, não era nada na verdade. Era bem comum se fosse olhar bem. Mas ele usava um all star vermelho e isso era o bastante pra saber que era gente boa.

Criminosos não usam all star vermelho, no máximo um branco, mas nunca um vermelho.

Na verdade seus pés é que eram boa gente, o resto, bom, o resto ela imaginava que era.

Até o dia em que ele apareceu de tênis de academia , surrado e sujo.

Desde aquele dia ela nem sequer olhara mais pra ele. Poderiam existir desculpas e motivos pra tal desleixo, mas ela nem sequer queria saber.
Homens, sempre assim.

terça-feira, 18 de setembro de 2012


Café pela metade, pia trasbordando louça, pó nos móveis e mais um monte de coisas pra fazer.

É celular que resolve não enviar sms, internet que fica lenta, televisão que enlouquece.

É ônibus lotado, ruas lotadas, cabeça lotada, casa lotada.

Da pra sentir na rua o estresse emanando, o desespero, a preocupação.

É trabalho que não vem, resultado que demora, objetivos que parecem fugir como areia por entre os dedos.

É violência na rua, na mente das pessoas.

É desgraça 24 horas na televisão e 48 de tristeza.

São amores que se acabam e muitos que nem começam.

É a população que transborda medo e passividade.

Ídolos errados, crianças perdidas pela vida. Adultos perdidos pela vida.

É cabelo caindo, pele seca, mãos geladas, pés gelados, tudo gelado.

Menos o coração dela. Menos o sorriso dela. Menos o corpo dela.

sábado, 1 de setembro de 2012


Ela entrou no bar pisando forte, cheirava a encrenca. Não que os homens ali se importassem, era só uma constatação.

Cabelos cortados no ombro, lisos e pretos. De franja e olhos marcados. Cintura fina, salto alto. Calças coladas, quase que pintadas no corpo, talvez fosse, no fim.

Blusa no mesmo estilo da calça.

Passava pelas mesas decidida, pisando no coração dos homens que se apaixonavam instantaneamente pela propaganda ambulante de sexo que era ela.

Por Deus, que encrenca.

Dirigiu-se ao bar, pediu vodca com gelo e cruzou as pernas, levando com esse movimento metade da sanidade do bar.

Amigos se desafiavam a chegar, apostavam o carro que nenhum conseguiria sequer uma olhadela. Apostavam o salário. Apostavam as próprias mulheres.

Ela sentada no bar, parecia completamente alheia a guerra que se travava pela sua atenção.

Pediu mais vodca. Retirou da bolsa o celular, escreveu algo e largou no balcão.

Tom cantaria seu poder de hipnose.

Checou mais uma vez o celular. Pareceu mais satisfeita dessa vez.

Então algo chamou sua atenção na porta do bar. Uma loira estonteante, corpo desenhado por Deus, rosto angelical.

Cabelos alvíssimos, olhos azuis. Vinícius se ajoelharia a seus pés e faria dela sua musa.

A morena abriu um sorriso enorme, com os dentes mais brancos que a humanidade já havia visto. Deu um último gole na vodca, dirigiu-se decidida até a loira, e, deu-lhe um beijo digno de cinema.

Pegou sua mão com decisão e saíram as duas a destruir corações e esperanças pelo Bom Fim.

Foi neste dia que os homens perderam a fé no mundo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012


Esse texto tem a benção e pré-leitura do grande Davi Coimbra. Gostem.
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Chegou em casa, largou as chaves na mesa de tampo de vidro e ouviu aquele barulho que ela tanto amava. De metal contra vidro.

Foi andando até o chuveiro, arrancando a roupa e jogando pelo caminho.

Saia, camisa, sapato, meia, lingerie.

Entrou embaixo do chuveiro e deixou a água quente correr pelo corpo e relaxar seus músculos.

Andava estressada. Muita cafeína no sangue e pouco amor na pele.

Corria o dia inteiro e final de semana descansava para correr a outra semana, num looping eterno.

Trabalho. Café. Trabalho. Café. Paracetamol 750. Prece a alguma divindade. Mais café. Mais trabalho. Estresse num e-mail. Café. Trabalho. Casa. Banho. Morrer na cama. Trabalho.

Saiu do banho, vestiu o roupão, encaminhou-se para a cozinha.

Xícara na mão, duas colheres de café, quatro de açúcar, leite, 2 minutos no micro-ondas. Pronto.

Seus cabelos molhados e penteados pra trás molhavam as costas do roupão.

Pegou seu café, encaminhou-se para a varanda, sentou na poltrona e colocou os pés pra cima.

Sentiu o vento frio beijando suas pernas nuas e úmidas.

Ficou por horas ali vendo a vida passar, como uma mera espectadora desse espetáculo, ouvindo os barulhos da cidade e sentindo o cheiro que a rua tinha.

Cheiro de vida.

Queria ter o despudor do Davi Coimbra pra escrever, pra detalhar. Queria a melancolia do Gabito Nunes pra emocionar. Queria ideias e metáforas brotando pela minha cabeça.

Pessoas que usam a criatividade para viver ou para fugir experimentam uma liberdade muito mais plena do que a assegurada pela Constituição. É uma liberdade maior, viaja-se para lugares onde ninguém pode te tocar, seja com gestos ou palavras. Viaja-se para lugares inimagináveis, sem dor, sem fome, sem nada se você quiser.

Quem cria tem na sua mente uma eterna tela branca e uma palheta com intermináveis cores. Ninguém é realmente livre até criar algo bom. Até escrever, pintar, desenhar, compor.

Não nasci sabendo escrever nem mesmo querendo ser escritora. Só nasci e talvez o choque de nascer é que tenha me feito assim. Talvez não.

Aprendi desde cedo que o papel aceita tudo, a sociedade não. Aprendi que nunca se é realmente livre, as pessoas fazem o trabalho de te censurar.

Muitas vezes, na maioria das vezes, o que escrevo não é sobre mim ou sobre o que sinto. As vezes simplesmente olho alguém na rua e penso numa história para ela ou no que ela deve estar sentindo, dependendo do que ela transparece.

A arte e até mesmo a ciência foram feitas para chocar e revolucionar, para esbofetear a sociedade e gritar:” Esse sou eu,me aceite ou me deixe em paz”.

É isso, me aceite ou me deixe criar em paz. Não estou te ferindo com as minhas palavras, não te machuco, não te insulto. Aprenda a apreciar o que é diferente e se isso for demais para sua pífia compreensão da vida, saia da frente e me dê passagem. Me deixe seguir meu caminho com meu sorriso débil nos lábios, rodopiando pela minha estrada de tijolos dourados particular.

 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sempre dá

Olhar nossa foto no meu celular trás aos meus lábios um sorriso e ao meu coração uma
espécie de tranquilidade.
Estamos nos encaixando novamente na vida um do outro, nos readaptando, nos reposicionando, espremendo, apertando pra ver se dá espaço.
Sempre dá.
Ainda teremos atrasos, abraços e beijos em meio a corridas para evitar atrasos e os dias em que nada mais importa.
Você se tornou a melhor parte do meu dias, a mais calma, a mais tranquila, a que eu espero.
Acordo e me arrumo de manhã porque quero te ver , não que não goste de ir trabalhar, mas apesar disso quero te ver.
Estou descobrindo faces suas que nem imaginava.
Estamos novamente nos conhecendo em cima de um conhecimento que já tínhamos.
Agora, meu bem, é torcer e fazer tudo dar certo.
Conversar muito e ficar quietos mais um tanto.
O silêncio em nós me conforta.

quinta-feira, 7 de junho de 2012


E ela voltou pra casa. Encontrou no mesmo lugar sua xícara de café, seus lápis mordidos e seu bloco de folhas amarelas pela metade de tanto rabiscar coisas da vida.Encontrou a cama tradicionalemente dessarumada e algumas folhas daquele seu bloco amassadas. O perfume nos lençóis ainda era o mesmo.
Fora uma viagem longa, não ruim, só longa, cansativa e no fim estressante demais.

Ela sorrira ao entrar em casa, colocar a mala na sala e explorar seu antigo lar, conferir se tudo ainda era o mesmo. Notara ausência do ar infantil e imaturo que a casa tinha, de uma vergonha, não sabia ao certo explicar. A casa tinha amadurecido na sua ausência.

Notara o acréscimo de cores novas. Objetos novos. Um ar totalmente novo.

Sorrira e chorara. Não sabia que a saudade do lar era tão grande até tornar a enfiara chave na antiga fechadura.

Dessa vez tentaria tornar dali seu lar permanente. Ligou para uma amiga, falou que tinha voltado pra casa, ela lhe respondeu que sabia que ela iria voltar, uma hora ou outra e que estava feliz por ela. Perguntou se ficaria pra sempre, se criaria raízes, se finalmente ficaria quieta. Ela respondeu simplesmente que não sabia e esse “não sei” foi a melhor resposta do mundo.

A casa e ela sorriram juntas diante da possibilidade de uma coisa nova com elementos velhos.

Juntas,  fariam dar certo dessa vez.

sábado, 5 de maio de 2012


Hoje fui obrigada a arrumar meu armário e meus arquivos. Remexer em lembranças nesse caso não foi uma experiência agradável. Estava adiando isso a algumas semanas, seria retirar você completamente da minha vida e remexer em ferimentos que estavam se curando. Fiquei irrita e deprimida. Me lembrei de nós e das promessas de nunca me deixar e de lutar por nós que você havia feito e de como foram fáceis de ser esquecidas e quebradas.
Me senti traída e enganada e queria muito te odiar mas não posso.
Senti saudade de nós sem sentir saudades de você.

Me lembrei de como eu deixei você entrar na minha vida e de como foi fácil fazer de você a minha vida e a realidade de como isso foi errado bateu na minha cara como uma bofetada e então chorei como a muito tempo não chorava.
Chorei por um casal que morreu sem nem viver. Por filhos e família que nunca irão existir e por um coração inocente que nunca mais vai ser o mesmo.

Chorei por uma menina apaixonada que acreditou no “felizes pra sempre” e aprendeu da pior forma que absolutamente nada é pra sempre, nem mesmo o amor.

domingo, 29 de abril de 2012

E é isso que a vida tem de melhor


Recomeçar, essa é a nova palavra de ordem. Recomeçar em tudo. Mudar em tudo. Rir mais e chorar bem menos. Prefiro marcas do riso do que marcas de choro. As rugas em volta da boca de alguém mostram o tanto que ela é ou foi feliz e riu. Confio mais em pessoas com marcas nos cantos da boca que nos cantos dos olhos e no meio da testa.

Divertir mais a todos a minha volta. Ajudar somente quem me da valor. Nunca mais me subjugar e acreditar sempre em mim, mais do que nos outros. Sustentar meus sonhos somente nas minhas costas e nunca mais substitui-los pelos sonhos de outra pessoa.

Isso não significa ser fria, significa que me dei conta de que estar com alguém não quer dizer ser mais dessa pessoa e menos de mim e sim ser cada vez mais eu, me dar cada vez mais valor.

Saudade é bom, muito bom. Saudades somente de quem me ama de verdade e demonstra isso. Tornar o “eu te amo” especial e nunca mais deixar sair da minha boca maquinalmente e nem entrar em meus ouvidos por educação. Nunca mais deixar alguém me ferir tanto e fazer eu mesma minha felicidade pra poder fazer outra pessoa feliz. A mais feliz.

Passei a me amar novamente. Me apaixonei por mim e me sinto bem, muito bem. Estou ótima.

Sempre que me perguntam como eu estou, sempre respondo que estou ótima e todos estranham. Não sei porque. É tão estranho seguir em frente de cabeça erguida e com um sorriso no rosto? Porque todos estranham isso? Não deveriam estar felizes por mim?

Que se danem, eu estou mesmo ótima e não tenho porque dizer que não, fingir pra ficarem tranquilos e me acharem normal.

Gente nunca fui normal, ainda não se acostumaram?

Dou risada, choro de rir, brinco e falo palavrão. Meus assuntos giram em torno de assuntos felizes e estou mais corajosa. Me tornei alguém melhor depois de ir embora.

Caminhar novamente sozinha me fez bem. Posso colorir meu mundo do jeito que eu bem entender e não me importar com o que dizem. Dizer e fazer o que quiser pra quem e com quem eu bem entender.

Posso respirar, me focar ,ter força e fé novamente em mim e no mundo.

Eu estou ótima e ninguém tem nada a ver com isso.

segunda-feira, 26 de março de 2012

E no fim estamos todos indo pro fim. Nada é tão bom que dura pra sempre e é difícil ter que se dar conta disso sozinha, no meio da noite. No meio do frio. No meio da sua vida que você julgava perfeita. É difícil perceber que nenhuma palavra que seja dita pode diminuir ou amenizar esse IMENSO vazio no seu peito. Nenhum abraço ou beijo. Você nem mesmo sabe do que precisa.

A ideia de desistir de tudo, tudo mesmo, brica na sua mente constantemente, mas deixar tudo pra trás dói tanto ou mais do que ficar.  As pessoas que deveriam te atingir em cheio nem mesmo chegam perto e tudo que você ouve são críticas e obstáculos e não há mais de onde tirar força e combustível.

A vontade é dormir pra sempre e querer que o sempre acabe logo, porque está tudo tão longe e tão difícil.

A vontade é pular essa cena que foi mal filmada e passar direito praquela  vida no subúrbio,  com seus filhos no fim de semana, brincando pela casa ou quem sabe voltar pro tempo onde ralar o joelho era o máximo de dor que se podia experimentar.

Tudo dói, tudo cansa e você nem ao menos pode mandar tudo pro inferno por causa daquela maldita mania de se importar com tudo e com todos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Eu espero

Só espero de você lealdade e carinho. Respeito comigo e com meus sonhos, com meu espaço e meu trabalho. Que evolua comigo e me mime. Que você crie nossos filhos direito, lhes ensinando que tudo na vida muda, mas que não é por isso que você precisa cair. Que eles podem estar levando o mundo nas costas, você e eu estaremos sempre ali pra dar um descanso nos ombros e na cabeça. Que seus irmão são seus melhores amigos, independente do palavrão que eles usem pra te descrever entre os amigos. Só espero que você me ame e reclame de mim quando eu não for aquilo que você espera. Que você me beije a testa todo dia de manha logo depois de beijar a boca e esfregar seu rosto no meu. Espero teu cafuné, teu chá, teu fricassê sempre que eu retornar pra casa. Só espero de você emoção sincera toda vez que eu escrever algo pra você. Espero que você aceite ser meu amor pra vida toda, meu companheiro, meu porto seguro.  Só espero seu melhor e seu pior. Espero tuas brigas, teu ciúmes, teu suor, tuas neuras, teu cansaço. Só espero você de você. Espero aquela nossa casa linda e grande, cheia de crianças brincando e correndo com o cachorro e me deixando maluca e feliz. Espero teu churrasco domingo e a casa cheia de adolescentes e crianças que nós nem conhecemos. Espero festa de um aninho com muito bolo derramado no meu tapete novo. Espero muita crise e noites acordadas por causa das cólicas da Isa, do Be, dos gêmeos, da Sophie. Espero grosseria e briga entre eles e espero que nós nos perguntemos por que filhos e não uma viagem. Espero de ti muito orgulho de mim e principalmente deles. Mas, no fundo, espero que você aceite esta maluca que te ama mais que tudo no mundo e que só sabe escrever sobre coisas alegres com você, independente do estado de humor dela estar péssimo. Que ama a ideia de ter crianças com você e que, caso te perca, vai detestar ter que voltar a sonhar sozinha, um sonho de uma criança só.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Me disse que eu era especial por tudo que já vivemos e pelo jeito que te faço sentir. Rebati dizendo que você é o amor da minha vida, independente de ficarmos juntos ou não. Me perguntou se era mesmo verdade isso. Respondi que sim e que não havia jeito de te arrancar de mim. Você disse o mesmo pra mim.  Agora vou completar o que não cabe num sms.
Sim, não há jeito de te esquecer, de deixar de te amar. Você está tão entranhado em mim que desconfio não ser mais eu e sim metade de mim mais metade de você. Penso em você até quando penso que não estou pensando. A sua presença é algo que me ilumina e meu sorriso fácil se torna mais fácil se é pra você. Minha felicidade é tamanha em te ver que muitas vezes não cabe em mim e eu transbordo, não na sua frente.
Pequenos atos mantém nosso amor apesar de tudo.

A distância mantém nosso amor e a proximidade também e todas as vezes que você parte pedaços do meu coração ficam com você e sei que quando voltar você me devolve todos eles e me coloca no meu eixo outra vez.

Te amei ontem, te amei a dois anos atrás, te amo hoje, vou te amar amanhã de manhã quando acordar e te mandar um sms, quando você acordar e me dizer “ bom dia piqininha”. Sempre e pra sempre vou te amar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Esse fiz no carro

Deixa pra lá. Deixa pra depois. Deixa durar. Deixa acabar. deixa continuar. Deixa que o abraço se prolongue, que o beijo se prolongue, que o adeus se prolongue, que o sexo se prolongue, que o carinho se prolongue.Deixa o amigo ir e vir, ele não propriedade sua, afinal. Deixa aquele amor mal resolvido seguir. Deixa a intenção no ar. Deixa a paz pra lá, "bora" agitar, ou deixa a agitação pra la, paz e tranquilidade pra todos.
Deixa, só deixa. Siga em frente. Resolve aquele problema e amarra aquela ponta solta, ou não resolve nada e deixa pra depois. Viva um pouco, Se preocupe ou desligue o celular e mande tudo às favas. Se rodeie de amigos e da família. Faça da família seus amigos e dos amigos sua família.
Inverta papéis.
Sinta mais. Sinta menos.
Pense demais ou de menos.
Se jogeu num novo amor, num novo projeto, num emprego novo. Comece algo de espírito limpo e cara limpa. Seja você pra você mesmo. Não se esconda de si. Você é a coisa mais preciosa que você tem. Se renove. Abra-se pras possibilidades à sua frente. Bem ali existe um caminho de tijolos dourados, basta você colocar seus óculos e enxergar.
Leia algo que te renove todo dia e algo que te revolta uma vez por semana. Sinta emoções extremas e se sinta vivo.
Chore de tanto sorrir. Sorria pra agradar alguém. Faça algo de coração. Sorria pra agradar. faça algo pra agradar.
Nunca de seu coração de bandeja pra qualquer um, escolha bem antes.
Se apaixone por um estranho na rua e volte pra casa para beijar quem realmente é dono do seu coração e da sua vida.
Só nunca deixe de viver. Não deixe se passar em branco. Faça com que no dia da sua morte até o coveiro lamente ter que te enterrar.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Porquê sorrio

Meu post anterior a este era sobre alguns motivos que me fazem chorar. Hoje, estou num estado de espírito muito melhor, então aí vai o texto dos motivos que me fazem sorrir:

Sorrio pela palavra bem dita e pela lágrima sincera. Pela viagem com os amigos e pelo filme com o amor. Sorrio pelo beijo que se faz perder e pelo abraço que aconchega. Sorrio pelo riso sincero da criança e pela pureza que só existe nos olhos delas. Sorrio pelas amigas que tenho e que me sustentam. Sorrio pelas brincadeiras de brigar na família e pelos gritos de alegria com a irmã. Sorrio por chorar de tanto rir. Sorrio pela música que emociona sempre e não perde o poder nunca. Sorrio pela paz, pela humildade, pelo carinho. Sorrio por fazer compras e por doar. Sorrio por cumprir e descumprir. Sorrio por estar cansada. Sorrio por estar só e por não estar. Sorrio pelo amor que encontrei e encontro todos os dias, das mais diversas formas, na mesma pessoa. Sorrio por não poder chorar e, então choro e sorrio. Sorrio pela inspiração que flui e segue. Sorrio pelo livro que leio e me renova. Sorrio pela chuva que cai e limpa. Sorrio pela reflexão e pelo “deixar pra lá”. Sorrio sempre e por tudo.  Sorrio pela carta de amor ou de amizade inesperada. Sorrio pelas lembranças que voltam sempre e pelas pessoas que estão nelas. Sorrio pelas fases da vida iniciadas e findas. Sorrio pela desavença que se resolve num beijo. Sorrio pela relação que começa. Sorrio por quem encontra o que procura. Sorrio pra levar felicidade  a todo lugar. Sorrio por educação e por despeito. Sorrio por ironia. Sorrio pra esconder e sempre me arrependo disso.  Sorrio pela piada sem graça e por aquela que “é velha mas é boa”. Sorrio pelo amanhecer incessante e insistente. Sorrio pelo anoitecer. Sorrio por aquele que corre atrás de si. Sorrio por quem lê o horóscopo diariamente e por aquele que lê as cotações da bolsa.  Sorrio pelo friozinho que da vontade de se aconchegar. Sorrio pela conversa jogada fora e pelo tempo jogado fora também. Só sorrio, simples assim.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Porquê choro

Choro pelo amor, pela raiva e pelo rancor. Choro pelas músicas tristes e pelas alegres. Choro por você estar longe mesmo perto, Choro por tudo e por nada. Choro pela sobrancelha torta do atendente do banco e pela fome no mundo. Choro pelos amores que não se concretizaram e pelos que acabaram. Choro por aqueles que não sabem o que é ser amado e choro por aqueles que encontram o amor todos os dias, seja na mesma pessoa ou não. Choro por filme de criança e por filme de adulto. Choro pela flor q desabrocha que pela árvore que morre. Choro pelo casal separado pela morte e pelo que se une diante da vida. Choro pela união que se inicia e pela que acaba. Choro pelo sucesso de uns e pelo fracasso de muitos. Choro pela coca cola quente e pela desunião. Choro pelos sonhos acabados e pelos que começam. Choro pela menina traída e choro pelo menino que traiu. Choro por aquela que aceita a humilhação e pela que não aceita. Choro por tudo que há de errado no mundo e pelo que há de certo. Choro pelo conformismo e pela miséria. Choro pela falta de autoestima e pela arrogância. Choro por aqueles que se julgam deuses e por aqueles que não se julgam nada. Choro pelos que choram e pelos que sorriem. Choro por aquele que desperdiça uma risada e uma piada. E choro por aquele que desperdiça uma lágrima. Choro por aquele que não mostra o que sente e pelo expansivo. Choro pelo que sofre e pelo que faz sofrer. Choro pelo que evita o amor e pelo que o procura incessantemente. Choro pelo que cai e não levanta. Choro pelo que se vai sem dizer porquê e por aquele que explica demais. Choro pelo que some e pelo que aparece pra salvar tudo. Choro pelo que estende a mão e pelo que se esconde nas horas difíceis. Choro por aqueles que acham que “pegar e não se apegar” é mais fácil que simplesmente se deixar levar. Choro pelo que diz que nunca mais vai se apaixonar e se fecha pro cara ou pra garota certa. Choro pela amizade falsa e pela que dura pra sempre. Choro pelas mães e pais que se vão e pelos que se tornam mães e pais. Choro pelas crianças no primeiro dia de aula e pelas mães que choram por eles. Choro pelas que não tem mais seus filhos e pelas que tem mas que não são mais seus. Por isso que choro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Olá caros leitores,
Me ausentei durante esses dias por causa do vestibular da UFRGS, agora prometo manter o blog em dia.
Breve novas postagens.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Seja!

Pelo jeito não sei escrever sobre outras coisas que não pessoas e o relacionamento humano.Gosto tanto disso que cogitei a possibilidade de fazer Sociologia durante um tempo, 15 minutos talvez, enquanto ouvia minha professora falar. Como gostava de ouvi-la falar.
Enfim, o ser humano realmente me encanta. A mesma pessoa que te elogia no trabalho é cruel com os animais. O mesmo sujeito que mata a namorada é o mesmo que alega amar. O pai que que espanca um filho é o mesmo que sai com o outro e se diverte. Aquela mulher que você vê correndo no parque é a mesma que não sabe dizer não pra sorvete. O cara que condena a maconha é o mesmo que bebe, dirige e mata.
Pois é, o ser humano é incrível, enquanto se destrói luta para salvar seu semelhante. Ao mesmo tempo que roga à Deus por um milagre não faz nada por si. Ao mesmo tempo que julga e condena faz pior.
Por isso rogo a minha geração e as gerações futuras que passem a cuidar de si e não dos outros. Você é a coisa mais preciosa que você tem, não importa a forma do seu corpo, o jeito do seu cabelo, o tamanho do seu manequim, você é preciso e único. Tenham alto estima , lutem por algo. Lutem por vocês, deixem de julgar e passem a ajudar, não por ser bonito, mas por ser o certo.
Tenham consciência de que não é a religião que você segue que faz de você melhor do que alguém.
Portanto crianças, sigam as suas vidas, ignorando os milhares de babacas que aparecerão em suas vidas.
Torne-se alguém de quem você, e só você, sinta orgulho. Não seja pro outros, seja pra você.
Tenha em mente que por mais diferente que você seja, você é demais por ser assim.
Eduquem seus filhos para serem diferentes e terem amigos diferentes. Daqui uns anos quero receber na minha casa adolescentes de cabelo azul e tatuagem pelo corpo todo.
Quero que eles saibam que a diferença é tudo nessa vida porque de igual já basta esse bando de babaca.

Trecho do livro sem título

"Sentada num banco ela martelava impiedosamente o teclado do seu computador, seu cabelo dançava a sua volta e isso parecia irritá-la profundamente. Ele gostaria muito de saber o que ela tento pensava e transferia para aquela máquina.  Daria tudo pelos pensamentos dela, apesar de ter tido uma época onde afastar-se era o melhor e seus pensamentos não lhe interessavam ou eram confusos e complexos demais para valer seu tempo. Fora uma época mais fácil ele tinha de admitir, mas tinha de admitir também que há muito havia deixado a facilidade e o descomplicado para trás.
Neste instante ela o olhou e o sol refletiu nas lentes de seus óculos escuros, o jardim pareceu menor, as montanhas ao fundo, insignificantes. Tudo ao redor dela era insignificante. Somente o que importava eram seus olhos e seu grande desprezo por ele.
Ele se aproximou devagar, sentou-se ao lado dela e esperou. Sabia que ela não emitiria uma palavra e isso o torturava e o machucava, mas ele merecia, sabia disso. Fora um idiota e merecia cada pedaço do ódio dela.
-Sophie, eu...
Ela fechou o computador, levantou e se retirou sem nem olhar para ele.
E ela sabia que iria doer. Sabia que iria chorar novamente. O que ela não esperava era o buraco no peito, o vazio que ele havia deixado. "

domingo, 1 de janeiro de 2012

Desejo pra 2012

Que o vento sopre e a água limpe.

Que esse ano venha bom e vá embora deixando saudades por ter sido ótimo. Não desejo que seja o melhor de todos, pois temos muito pra viver.
Desejo fases ruins e lágrimas, pra darmos valor quando as fases boas e os sorrisos sinceros vierem.
Desejo menos falsidade, menos rancor e menos vazio no peito. Menos noites solitárias, menos gente solitária. Menos violência, menos ódio, menos brutalidade.
Desejo mais compaixão pelo próximo, tanto humano quanto animal. Desejo que o menos se torne mais e o simples seja luxo.
Desejo autenticidade, criatividade, inspiração.
Desejo Ídolos decentes, com exemplos de verdade pro jovens e não projetos de gente que sabem tanto ou menos do que quem se espelha neles.
Desejo o amor pra você e que você seja o amor de alguém. Desejo que o sexo não seja moeda de troca ou o último refúgio pra se achar carinho, mas sim o ápice do amor entre dois amigos ou entre um casal.
Que a satisfação não seja encontrada na rua ou num copo de bebida, mas sim num abraço, num beijo, num toque.
Desejo que você dance, cante, pule , grite, ria, chore, sorria, brigue, bata, fique irritado, irrite, importune, lute, vença, perca, se renove, lute mais e vença outra vez, converse em horas impróprias e ria nessas horas também.
Desejo tudo pra você, tudo.
Desejo o mundo. Desejo o céu e o inferno também.
Desejo imperfeição na perfeição e perfeição na imperfeição.
Desejo filme ruim e companhia boa. Pipoca fria e refrigerante quente. Risada falsa e lágrima sincera.
Desejo muita comédia, drama, ação, terror.
Desejo aprendizado e humildade. Que você se curve ao sabor do vento, e se mantenha reto na tempestade.
Desejo chuva e sol, e que você aprenda a apreciar os dois.
Desejo dias de frio com uma pessoa especial e dias de calor com os amigos.
Fofoca pra meninas e futebol pros meninos, e que depois eles se encontrem numa festa e se divirtam.
É isso, nesse ano eu desejo pra você.
Parabéns 2011 por ser bom e que 2012 seja esplêndido.