sábado, 1 de setembro de 2012


Ela entrou no bar pisando forte, cheirava a encrenca. Não que os homens ali se importassem, era só uma constatação.

Cabelos cortados no ombro, lisos e pretos. De franja e olhos marcados. Cintura fina, salto alto. Calças coladas, quase que pintadas no corpo, talvez fosse, no fim.

Blusa no mesmo estilo da calça.

Passava pelas mesas decidida, pisando no coração dos homens que se apaixonavam instantaneamente pela propaganda ambulante de sexo que era ela.

Por Deus, que encrenca.

Dirigiu-se ao bar, pediu vodca com gelo e cruzou as pernas, levando com esse movimento metade da sanidade do bar.

Amigos se desafiavam a chegar, apostavam o carro que nenhum conseguiria sequer uma olhadela. Apostavam o salário. Apostavam as próprias mulheres.

Ela sentada no bar, parecia completamente alheia a guerra que se travava pela sua atenção.

Pediu mais vodca. Retirou da bolsa o celular, escreveu algo e largou no balcão.

Tom cantaria seu poder de hipnose.

Checou mais uma vez o celular. Pareceu mais satisfeita dessa vez.

Então algo chamou sua atenção na porta do bar. Uma loira estonteante, corpo desenhado por Deus, rosto angelical.

Cabelos alvíssimos, olhos azuis. Vinícius se ajoelharia a seus pés e faria dela sua musa.

A morena abriu um sorriso enorme, com os dentes mais brancos que a humanidade já havia visto. Deu um último gole na vodca, dirigiu-se decidida até a loira, e, deu-lhe um beijo digno de cinema.

Pegou sua mão com decisão e saíram as duas a destruir corações e esperanças pelo Bom Fim.

Foi neste dia que os homens perderam a fé no mundo.

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