Dias nublados, onde o vivente não sabe se chove ou não, me irritam. Parece que não bastam as pessoas indecisas, o tempo tem que se juntar a essa onda. Aliás, não sou uma fã do meio termo, do doce e salgado, do morno. Urgh!
Ou é doce ou salgado. Ou é fruta ou verdura. Ou é chá ou é café. Ou é salto quinze ou é rasteirinha. Ou é calça comprida ou é short curto. Tudo bem, certas situações da vida exigem um meio termo, mas não precisamos fazer disso uma droga de hábito.
Ficar em cima do muro dá uma tristeza na pessoa. É tão chato. Ás vezes me da vontade de pegar a pessoa pelos ombros e sacudir, até ela se decidir. Ou quem sabe eu mesma deva fazer algo e resolver logo isso, por mais que eu nada tenha a ver com a tal situação. Detesto pontas soltas, casos mal resolvidos, términos sem um adeus decente e bem pronunciado, olhares de esperança de que algo venha a acontecer de novo mas na verdade é só atuação.
Realmente o ser humano é a “coisa” (sim, coisa) mais fascinante e irritante que existe, e por isso mesmo não me canso de observar.